Cidades
Burocracia emperra funcionalidade de postos
Para garantir a atenção básica à população de Maceió, a Secretaria Municipal de Saúde administra 73 postos de saúde e, na Ação Intermediária, conta com duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), que funcionam através de uma Parceria Público-Privada (PPP). ?A UPA funciona de forma superior ao meu melhor posto de saúde que tenho em Maceió?, admitiu o próprio secretário municipal de Saúde, José Thomaz Nonô, ao responsabilizar o excesso de burocracia como o principal fator que emperra a funcionalidade nas unidades públicas de saúde. ?O atendimento às pessoas que procuram as UPAs é social, funcional, humanizado e é extraordinário?, disse o secretário José Thomaz Nonô, ao revelar a construção de mais uma Unidade de Pronto Atendimento no bairro do Jacintinho. A construção de uma UPA varia entre R$ 3 milhões e R$ 4 milhões. ?Lá o atendimento é muito bom porque tem caneta. Ou seja, quando um servidor falta constantemente, é demitido. Enquanto que, no serviço público, o servidor que não cumpre suas obrigações, para demiti-lo, se abre um processo, se investiga e, quando chega ? se é que se chega ? ao fim da investigação, pode haver algum tipo de punição?, explicou. Nonô lembrou que as UPAs são geridas por empresas de Organização Social, sem burocracia do serviço público. ?Para se comprar o remédio que está faltando na farmácia da UPA não precisa fazer licitação, que no serviço público dura mais de nove meses, isso quando o processo licitatório anda rápido. Por esses e outros motivos, a gestão de lá funciona e é eficiente?.