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Secretário admite que modelo de gestão faz a diferença

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No posto do Jacintinho, mais de 300 pessoas são atendidas por dia, em média. Uma das funcionárias da farmácia, que não se identificou, confirmou a falta de medicamentos, principalmente os controlados. No final do ano passado, depois de receber centenas de reclamações de pacientes como a do servente de pedreiro Marcos Felício, que precisa de remédios controlados e tem dificuldade para se consultar com o psiquiatra, a Defensoria Pública de Alagoas decidiu formar uma comissão com cinco defensores do Núcleo dos Direitos Coletivos e Humanos para fiscalizar os postos de saúde do município. Depois de percorrer a maioria dos 73 postos de Atenção Básica, a Comissão constatou diversos problemas. Também ouviu reclamações de servidores, prestadores de serviços e dos pacientes, revelou o defensores público Djalma Mascarenhas Alves Neto, que integra a Comissão. Os problemas mais comuns são as deficiências na estrutura física da maioria dos postos, nos estoques de insumos, desabastecimento de medicamentos, falta de higienização, carências de profissionais ? médicos, enfermeiros ? e outros. Muitas queixas sobre o funcionamento do Complexo Regulador de Assistência (Cora). O sistema deveria ser eficiente e garantir atendimentos de especialidades, exames, consultas, internações e cirurgias. Mas é lento e muitas vezes não funciona. ?São unânimes as reclamações. O Cora já é ruim, e imaginem em postos de saúde onde o funcionamento da internet é precário?, disse o defensor.

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