Cidades
Fissuras em solo causaram tremor
O abalo sísmico ocorrido no último sábado em Maceió e Satuba provocou medo e levantou suspeitas sobre os motivos que teriam provocado o tremor de terra. Uma das reações, que se espalhou nas redes sociais no fim de semana, partiu supostamente de um grupo de profissionais das áreas de Química e Física, que disseram tratar-se de ?um acomodamento perigoso de camadas das terras de superfície ocasionado por retirada da sal-gema?. Esse tipo de atividade ? no caso a retirada do sal-gema ? é feito pela empresa Braskem. Nas redes sociais, é feita uma relação entre o tremor e a ocorrência de grandes ocos nas camadas profundas, resultando em desabamentos no subsolo. Um dos citados nessa avaliação quase catastrófica é o professor e ex-reitor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) Rogério Pinheiro. A Gazeta de Alagoas conversou com o ex-reitor, que afirmou ?jamais ter dito que haveria terremoto?. ?Fico abismado como uma notícia dessa se espalha, que teria dito isso em sala de aula com erros primários como confundir sal-gema com soda cáustica. É lamentável. Dizer que falei isso em sala de aula, há trinta anos? Depois isso vira como se fosse verdade?, afirma Rogério Pinheiro, que reforça ser formado em Medicina e que atua na área biológica. Em nota enviada à imprensa, a Braskem informa que, diante dos fatos ocorridos no sábado, dia 3, decidiu prestar esclarecimentos. ?Como atestam institutos especializados em sismologia, o Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e o Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo, foram detectados abalos sísmicos na cidade de Maceió e Satuba. Abalos sísmicos são eventos naturais provocados por falhas geológicas. Tão logo tomou conhecimento dos fatos externos, a empresa procedeu uma vistoria em suas instalações e não constatou nenhuma ocorrência ou anormalidade em suas operações?.