Cidades
Legistas e IML divergem sobre indigentes
A polêmica envolvendo vagas e locais para o sepultamento de corpos de pessoas sem identificação continua. Ontem, por telefone, o coordenador da Administração de Cemitérios de Maceió, Rogério Barros, informou que chegou a ser contatado pela direção do Instituto Médico Legal (IML) solicitando, inicialmente, 15 vagas para sepultamento ainda esta semana. O número diverge do divulgado, em nota, pela Associação dos Médicos-Peritos e encaminhado à Gazeta de Alagoas, que revela a existência de 50 corpos a sepultar. ?Se for o caso, para essa demanda que nos passaram, temos como atender sem nenhum problema. Mas, o que soube, é que havia sido reduzido para dez covas. De toda forma, temos como atender sem nenhum problema?, explicou Barros. O problema, porém, é que, confirmada a necessidade de sepultar mais 50 pessoas, haverá a necessidade de fazer novas exumações e, posteriormente, a organização das ossadas. Nesse caso, segundo o coordenador, só podem ser desenterrados corpos sepultados há, no mínimo, três anos. Mesmo nessas condições, ele informou que teria como efetuar um levantamento e atender à demanda, mas que ainda não havia sido informado de nada oficialmente. A informação sobre a quantidade de corpos a serem enterrados surgiu em comunicado feito pela associação que representa os legistas. Em resposta a uma reportagem publicada na Gazeta e Gazetaweb, onde contestaram a crítica feita pelo Sindicato dos Policiais Civis (Sindpol), os profissionais relatam excesso de trabalho. ?Há, hoje, no IML, 50 corpos para serem sepultados. Outros precisam ser exumados nos cemitérios públicos para abrir vaga?, diz a nota. O documento relata, ainda, que desde o início do atual governo que a categoria negocia o aumento de efetivo e exige se que ?promova a nomeação dos aprovados no último concurso da Perícia Oficial?. Já o Sindpol, por meio do presidente da entidade, Ricardo Nazário, denunciou que há casos em que policiais chegaram a esperar por até 3 horas, com cerca de 15 presos, para realizar exames de corpo delito. De acordo com a denúncia, esse problema é mais comum após as 18h.