Cidades
Greve no Detran não tem acordo
A segunda audiência de conciliação entre representantes do Sindicato dos Servidores do Departamento Estadual de Trânsito de Alagoas (Sinsdal), do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) e da Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag), nessa quinta-feira, 8, terminou sem acordo. Sem nenhuma proposta apresentada por parte do governo do Estado, os servidores mantêm a greve e realizam uma assembleia geral marcada para a próxima segunda-feira, 12, para discutir os rumos da categoria. Atualmente, todos os servidores aderiram à greve, que já chega ao seu 37° dia, segundo o presidente do sindicato da categoria, Roberto Martins. O sindicalista informou que o governo não abre o diálogo com a categoria e que vem pressionando os trabalhadores para que voltem ao trabalho. ?A proposta do governo na verdade não existe, não tem proposta nem conversa?, desabafa. Na reunião, segundo o sindicato, a Seplag afirmou que só conversa quando os servidores retomarem as funções exercidas no Detran. Com isso, o Sinsdal cobra uma reunião com o governador Renan Filho (MDB) imediatamente. De acordo com o dirigente sindical, os representantes do governo falaram na reunião de ontem que vão pedir novamente a ilegalidade da greve e que, mesmo que eles voltem ao trabalho, não receberão os salários do mês de fevereiro, porque não trabalharam. A reunião foi mediada pelo vice-presidente e desembargador do Tribunal de Justiça, Tutmés Airan, que interrompeu as férias para realizar a discussão entre as partes. A partir de agora, segundo o TJ, com as férias do atual relator, o processo provavelmente será redistribuído para outro desembargador. A situação ficou ainda mais conturbada quando o governador Renan Filho falou, na última quarta-feira, 7, que os salários do servidores do órgão chegavam à casa dos R$ 6.500 para servidores de nível médio. Após as declarações, os grevistas se revoltaram e afirmaram que se o governador quiser pagar o salário que ele informou, a greve acaba no mesmo instante. ?O governador está mal assessorado e passou informações que não são verdadeiras?, afirma Roberto Martins. ?São esses interlocutores do governo que querem discutir a situação conosco. Dessa forma não dá?, completa. De acordo com Roberto Martins, a categoria pleiteia, sem sucesso, uma audiência com o governador. ?A única pessoa que pode resolver essa situação de forma imediata é o governador Renan Filho. Não encontramos nos seus interlocutores um caminho de diálogo para com a categoria?, comenta o sindicalista, acrescentando que ?querem terceirizar tudo, querem privatizar, por isso que não querem diálogo, por isso que não querem conversar sobre melhorias no órgão, muito menos falar em concurso público?. * Sob supervisão da editoria de Cidades