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Técnicos apoiam comissão para estudar tremor

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O debate sobre as causas do tremor de terra em Maceió, razão pela qual moradores de diversos bairros deixaram seus imóveis, terminou sem quaisquer conclusões, mas com uma sugestão aos órgãos oficiais: formar uma comissão para, com verba pública, contratar especialistas renomados para fazer estudo e esclarecer o porquê do surgimento de fissuras no solo da região do Pinheiro desde 2010. A movimentação de camadas de terra por causa do acúmulo de água na superfície do bairro, em períodos chuvosos, foi uma das hipóteses apresentadas para explicar o abalo registrado no sábado, 3. ?As águas podem ter penetrado e preenchido espaços vazios (fissuras), provocando alterações nas camadas de areia, que colapsam, geram energia à superfície, razão dos tremores?, conjecturou o geólogo Ricardo Queiroz. Certeira ou não, a conjectura do especialista encontra guarida na queixa da moradora Cláudia Mendes, bacharel em Direito que abandonou o apartamento no bloco 7A, do Conjunto Divaldo Suruagy e, agora, mora ?de favor? com seus pais em apartamento no Farol. ?Isso não foi abalo sísmico de jeito nenhum. Foi, sim, resultado de falta de manutenção. Não há estrutura adequada para escoamento de águas das chuvas lá no bairro?, comentou, por telefone. Até ontem, havia apenas duas famílias no prédio onde Cláudia morava. ?Só não saíram ainda por falta de condições para pagar outra morada. É triste isso?, emendou, cobrando a devida atenção do poder público. ?As rachaduras de imóveis são antigas. Por que as autoridades nunca se mobilizaram para tentar achar uma explicação? Por quê??, indagou.

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