Cidades
Camponesas marcham pelo fim da violência contra as mulheres
Milhares de camponesas promoveram uma marcha pelo Dia Internacional da Mulher na manhã dessa quinta-feira, 8, pelas ruas do bairros do Farol e centro de Maceió. O objetivo é chamar a atenção da sociedade para lutar pela democracia, criar uma rede de atendimento e de combate à violência contra a mulher. Segundo os dados do Monitor da Violência feito pelo portal G1, divulgado nessa quarta-feira, 7, em Alagoas, nos últimos três anos, 76 mulheres foram mortas vítimas de feminicídio. Para a coordenadora do Movimento dos Sem-Terra (MST), Débora Nunes, essa marcha representa a luta diária da mulher para conquistar o seu espaço na sociedade. ?Só conseguiremos uma sociedade justa e igualitária quando a mulher tiver suas garantias, seus direitos em lei. A mulher sofre discriminação e assédio todos os dias e na maioria dos lugares?. Elas estão utilizando como símbolo da luta contra a violência para com a mulher a morte da professora Angélica, assassinada a facadas pelo marido em via pública, na cidade de Viçosa. Durante o ato dessa quinta-feira, elas fizeram uma parada em frente à sede da Delegacia da Mulher I, no Centro, onde destacaram a Lei Maria da Penha. ?Governador, ela pode não ser famosa como seus amigos, mas ela era famosa para os alunos dela. Ela fez a diferença em muitas vidas, e o crime contra ela ainda está impune?, disse uma amiga da professora.