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Estatuto do desarmamento sob ameaça

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Das 50 cidades mais violentas do mundo, 17 são brasileiras e 10 estão no Nordeste. A mais violenta do Brasil é Natal-RN. Maceió, que já chegou a ser a cidade mais violenta do mundo, hoje ocupa a 14ª posição do ranking. Os dados são da organização de sociedade civil mexicana Segurança, Justiça e Paz, e fazem parte do levantamento anual que leva em conta taxas de homicídios por 100 mil habitantes. Intervenção militar no Rio de Janeiro, cidades brasileiras com índices de homicídios maiores que muitos países que enfrentam uma guerra civil, além de incontáveis assaltos à mão armada que acontecem a cada minuto em todo o Brasil. Para muitos, a solução para resolver esse problema crônico no País é um maior investimento na educação, em políticas públicas, mas há também quem defenda a revogação do estatuto do desarmamento e a flexibilização de leis para que o cidadão tenha facilidade de adquirir uma arma legal. Essa corrente de pessoas e de pensamento tem ganhado força no atual cenário e volta a movimentar o debate acerca do tema. Em ano eleitoral, o Congresso Nacional começou a pautar os assuntos da segurança pública e, com esse pensamento, trouxe à tona o Projeto de Lei (PL 3722/12), que revoga o Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/03). O projeto, também chamado de Estatuto de Controle de Armas de Fogo, pretende facilitar a posse de armas em casa pelos cidadãos, retirando a exigência de que seja devidamente comprovada a necessidade da arma. Segundo o coordenador da Frente Parlamentar em Defesa da Segurança Pública, deputado Alberto Fraga (DEM-DF), essa avaliação é muito subjetiva. * Sob supervisão da editoria de Cidades

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