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Para professor, arma deixa cidadão comum vulnerável

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O professor Emerson de Oliveira afirma que o que está em jogo não é o argumento retórico do direito à defesa, mas, sim, a constatação empírica de que 77% das armas de fogo utilizadas em crimes, assaltos e homicídios no Brasil não vêm de fora do País. Segundo ele, na verdade, são produto da ação de roubos e extravios cometidos em território nacional. ?Em outras palavras: ?armar? o cidadão comum é contribuir, indiretamente, para banalização do acesso às armas de fogo, seu barateamento e a facilitação do seu acesso ao crime desorganizado (crimes cotidianos e de menor periculosidade hoje em função da dificuldade de acesso às armas por parte dos criminosos de menor envergadura), que pode tornar-se ainda mais letal se armado?, alerta. Emerson de Oliveira afirma que armar essas pessoas não é dotá-las de segurança. Muito pelo contrário, armá-las é, potencialmente, ampliar suas chances de serem vítimas de crimes violentos, segundo o especialista. Ele alerta para o fato de que não é a totalidade dos crimes que são cometidos por criminosos ?profissionais?. Uma parcela significativa desses crimes, 16,7% destes em Alagoas ? utilizando-se dados dos relatórios finais dos inquéritos policiais dos crimes de homicídios cometidos em Maceió em 2015 ?, por exemplo, mostra que nesse percentual de casos, nem vítima, nem algoz possuíam antecedentes criminais. Ou seja, estamos falando de ?cidadãos de bem? que acabaram morrendo ou matando outros em situações de conflito por motivação torpe como uma briga conjugal, ou de mesa de bar, uma discussão provocada pelo consumo de álcool ou por barbeiragem no trânsito que pode levar a um desfecho letal em função da disponibilidade da arma de fogo. * Sob supervisão da editoria de Cidades

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