Cidades
Análise de solo depende de equipamento específico
Os moradores do bairro do Pinheiro, epicentro de abalo sísmico registrado na tarde do último dia 3 deste mês, em Maceió, continuam sem respostas sobre as causas do fenômeno geológico. Os dois geólogos da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), que estiveram na localidade anteontem, coletando informações, dependem agora de um equipamento chamado GPR (Ground Penetrating Radar) para tentar explicar por que razão a terra ?tremeu? na região. ?Com apoio de professores de Geologia da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), dois geólogos fizeram levantamento de informações no bairro do Pinheiro, mas tiveram que regressar ao Recife, onde vivem, porque aguardam a liberação de um GPR, equipamento essencial à tentativa de descoberta das causas do fenômeno geológico registrado no início do mês?, explicou Dinário Lemos, coordenador da Defesa Civil Municipal. A solicitação de envio do equipamento foi feita à direção da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), que coordena o Serviço Geológico do Brasil, explicou Dinário Lemos. Não há ainda data para retomada da análise sobre o solo no Pinheiro, mas a expectativa é que os especialistas regressem nos próximos dias e utilizem o GPR para tentar explicar o que provocou a movimentação do solo. Com o equipamento, os geólogos terão condições de coletar terra alguns metros abaixo da superfície. É provável que muitas das dúvidas dos especialistas locais sejam esclarecidas a partir da análise do material coletado, apurou a Gazeta de Alagoas.