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Detran fará plantão aos fins de semana para normalizar serviços

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O Departamento Estadual de Trânsito (Detran) estima em oito semanas o prazo para pôr em dia os serviços que deixaram de ser feitos durante os 42 dias de greve dos servidores. Ontem, o movimento foi intenso na sede do órgão, em Maceió. Usuários relataram transtornos devido à paralisação dos servidores, que cobravam reajuste, Plano de Cargos e Carreiras, além de concurso público. Mesmo com um veículo recém-comprado, Dilma Nogueira, de 55 anos, teve que gastar com transporte particular para se locomover durante o período de paralisação. ?Comprei um carro que teve de ficar parado por causa da greve. Ainda tive gastos com o táxi e Uber por conta disso também?, afirmou a mulher, que já tinha passado uma hora na fila de atendimento. Franklin Rodrigues, de 20 anos, foi aprovado no concurso do Corpo de Bombeiros e ontem corria para tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). ?Fui aprovado no concurso, tentei tirar a carteira, mas, com a greve, fiquei impossibilitado. Ainda corri o risco de perder a minha vaga?, explicou. Com a CNH vencida, José Domingos dos Santos, 55, também estava preocupado. ?Tentei tirar no sistema a guia para efetuar o pagamento, mas não consegui. Minha carteira teve vencimento em fevereiro, quando fui renovar, ocorreu a greve?, relatou. Ontem, ele havia chegado às 7h45 da manhã ao Detran e lá permaneceu por mais de duas horas até ser atendido. O presidente do Sindicato dos Servidores do Detran-AL, Roberto Martins, explicou que a greve teve também o objetivo de expor para a sociedade a dificuldade que o órgão enfrentava ao contar com poucos servidores para atender à grande demanda de usuários. Além disso, afirma, os servidores do Detran têm baixos salários, que correspondem, em média, a R$ 3.200. ?Nós optamos por sair da greve para que a população não fosse ainda mais prejudicada. Antes da paralisação, a situação do Detran já estava caótica. O exame de direção, por exemplo, demorava quatro meses para ser realizado por causa da falta de servidores; a Junta Médica demorava três meses para ir ao interior por causa do mesmo problema. Então, foi preciso que fizéssemos alguma coisa para exigir o aumento no quadro de funcionários?, apontou. Dentre as dificuldades, o líder sindical ainda frisou que, em Viçosa e Atalaia, apenas dois servidores trabalham em cada posto de serviço do órgão. * Sob supervisão da editoria de Cidades

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