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Mulheres enfrentam barreiras por carreira

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Em meio aos motores barulhentos e à predominância masculina no curso de Mecânica Automotiva, Gleycyanne Cynara Wanderley dos Santos, de 18 anos, não se intimida. Ela sabe que existe preconceito contra as mulheres no ramo, porém, a autoconfiança e o gosto pela profissão dão força para uma das duas únicas garotas da turma de 20 alunos. ?Não tenho medo. Se você quer, gosta e acha que encontrou uma área que se identifica, mergulhe de cabeça. Estamos, cada vez mais, entrando no mercado de trabalho, não somente como mecânica, mas como caldeireira, pedreira, eletricista... então, várias profissões que o homem domina, a mulher também pode dominar. Cabe a ela querer, né? Tomar a frente?, afirma. Assim como Gleycyanne, outras garotas se destacam nos cursos de áreas profissionais dominadas por homens, mostrando que o preconceito contra mulheres no mercado de trabalho está se tornando ?coisa de antigamente?. Instrutor da área Automotiva do Centro de Formação Profissional Gustavo Paiva, unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) localizada no bairro do Poço, em Maceió, Ailton Silva conta que as meninas são raras. Em dez turmas do curso de Mecânica, com um total de 160 alunos, ele se lembra de apenas três mulheres. Apesar disso, são diferenciadas. ?Elas têm um pouco mais de concentração. Os meninos brincam muito, acham que aprendem com mais facilidade. Termina que, no final, elas aprendem tanto ou mais do que os homens?, destacou. Pequenina, Larissa Conceição Rodrigues, de 19 anos, cresce quando veste os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) durante as aulas do curso de Solda, no Senai. Os equipamentos pesados obedecem, docilmente, aos comandos de suas mãos delicadas. O gosto pelo ofício, aprendeu com a mãe.

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