Cidades
Trabalhadores sem proteção são as maiores vítimas
No ano passado, agricultores, pedreiros e ajudantes, além dos eletricistas, sejam estes profissionais ou técnicos autônomos, foram os trabalhadores que mais morreram em serviço. A negligência no uso de Equipamentos de Proteção Individual é a principal causa destes óbitos. A Abracopel contabilizou que, em 2017, 72 agricultores morreram no País manuseando, instalando ou consertando bombas de poço ou sucção. Da mesma forma, 67 pedreiros e pintores perderam a vida encostando materiais metálicos (como barras de ferro ou extensores dos rolos) nas redes de energia elétrica, muitas vezes, por descaso com o risco que correm. E até quem sabe (ou deveria) lidar com as instalações elétricas não escapa de um acidente fatal. O relatório aponta que 45 eletricistas morreram durante o trabalho rotineiro. Faxineiras, domésticas e donas de casa, pessoas curiosas e motoristas de caminhão também tiveram o mesmo fim.