Cidades
Projeto esportivo socializa crian�as carentes do Po�o
Crianças carentes que moram no Reginaldo, no bairro do Poço, retomam, amanhã, as atividades do Projeto Mini Hand, desenvolvido pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Alagoas (Cefet) em parceria com a Confederação Brasileira de Handebol. Muito mais do que incentivar a prática do esporte na comunidade, o projeto tem mudado o comportamento e a qualidade de vida das 180 crianças (de 6 a 14 anos) que dele participam, ensinando valores e regras sociais e oferecendo a oportunidade de socialização, por meio da participação em atividades artísticas e educativas. O Mini Hand é um projeto nacional que em Alagoas foi modificado pela direção do Cefet para atender as crianças que vivem em situação de risco no Reginaldo. ?Precisávamos acrescentar ao projeto ações que atendessem ao nosso compromisso com a questão social? explica a diretora da unidade- sede do Cefet, Maria Lúcia Coutinho Cavalcante. Desde abril do ano passado, quando o projeto foi implantado sob a coordenação do professor José Roberto, as crianças participam, duas vezes por semana, de treinos e jogos de handebol com professores da instituição e alunos monitores do curso tecnológico de Desporto e Lazer. O projeto inclui, ainda, atividades nas áreas de arte e educação, coordenadas pela professora Maria Ceci Rêgo Martins. Além de elevar a auto-estima das crianças, o projeto abriu aos menores um mundo que eles desconheciam. ?Os meninos chegaram ao Cefet sem noções básicas de educação, de higiene, sem discernir o certo do errado, carentes de atenção, de carinho e de alimento?, relata o coordenador de esportes do Cefet, professor José Acioly de Carvalho. No Mini Hand, as crianças também fazem uma refeição no intervalo das atividades. O Cefet conseguiu firmar parceria com um grupo empresarial de Alagoas que doa alimentos para os pequenos atletas carentes. ?É, talvez, a principal refeição que esses meninos fazem durante o dia?, enfatiza o professor, que conhece de perto as condições precárias de vida de cada um deles. Também foi com a parceira de estudantes e funcionários da instituição que os meninos receberam uniformes e tênis para participar dos jogos. Lista de espera O projeto deu tão certo que na comunidade do Reginaldo existe uma lista de várias crianças que aguardam uma oportunidade de fazer parte dele. As mães dos pequenos testemunham que, com a prática esportiva, os filhos têm mudado de comportamento, para melhor. Uma das exigências dos professores que fazem o Mini Hand é que as crianças freqüentem a escola diariamente. A intenção da direção do Cefet é estender o projeto para outras comunidades carentes. No Reginaldo, a triagem das crianças foi feita por ?Fuscão?, o presidente da Associação dos Moradores, com a ajuda de Marquinhos, um dos maiores incentivadores.