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Vigil�ncia denuncia uso de corante no sururu

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FÁTIMA ALMEIDA A procura por sururu aumenta à medida que se aproxima a Semana Santa. Graúdo, farto, o molusco parece atrativo aos olhos dos clientes. A cor influi na escolha da maioria: quanto mais amarelinho, melhor. É aí onde mora o perigo. Nos últimos dias a Vigilância Sanitária do Município de Maceió tem detectado freqüentemente a presença de corante como forma de ressaltar a cor do alimento. A última apreensão ocorreu no Tabuleiro, mas, segundo o médico veterinário Ricardo Walkr, inspetor de alimentos da Visa, os produtos ?maquiados? podem ser encontrados em qualquer ponto-de-venda. ?É uma prática comum, que temos de combater com persistência. O cliente procura o sururu amarelinho e o vendedor ?maquia? o produto com corantes que podem causar prejuízos à saúde?, explica o técnico. Sempre que essa irregularidade é detectada, segundo ele, o produto é recolhido e destruído pela Vigilância. Está impróprio para o consumo humano. Ricardo explica que a cor natural do sururu é o amarelo acinzentado, podendo chegar ao amarelo intenso. Mas essa coloração mais atrativa deve ser observada com cuidado pelo consumidor. ?É bom verificar se a água que se acumula no recipiente que acondiciona o produto está com a coloração amarela, o que pode indicar a presença de corante?. Ele aproveita para reforçar as dicas que devem ser observadas pelo consumidor na compra de gêneros alimentícios consumidos nesse período. Além da dica sobre o corante, Ricardo recomenda observar se o camarão está com a cabeça fixa ao corpo, com a casca firme e os olhos vivos e destacados. O consumidor deve prestar atenção, também, ao ambiente onde estão sendo comercializados os produtos e à atitude dos vendedores em relação à higienização.

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