Cidades
Buracos são ameaça no Centro
?Se já é muito, muito difícil para um cadeirante como eu, imagine você como se sente um deficiente visual que precisa caminhar pelo calçadão do comércio?. O desabafo do aposentado André Dionísio, insatisfeito com a falta de conservação do calçadão do comércio, é o mesmo do presidente da Aliança Comercial, empresário Guido Júnior, para quem a região parece estar abandonada. ?Sai gestão, entra gestão, e parece não haver prioridade em relação à região que também deveria ser considerada cartão-postal da capital alagoana. Toda grande cidade tem a região central como destaque?, comenta André Dionísio, presidente da associação dos cadeirantes de Maceió, e que regularmente visita o bairro para resolver questões pessoais. ?O cadeirante que não estiver atento pode enfiar a roda da cadeira num buraco e ficar atolado, necessitando de ajuda para seguir adiante. É preciso que a prefeitura adote providências o quanto antes?, alerta André Dionísio, para quem não é nada fácil descer do transporte coletivo, na Rua do Comércio, e seguir adiante pelas calçadas superlotadas e irregulares?. É um deus nos acuda descer do ônibus naquela rua?, diz. Milhares de maceioenses circulam pelo calçadão diariamente. Muitos só percebem as irregularidades quando estão próximos de áreas para escoamento de águas pluviais e para passagem de eletrificação. ?Próximo à agência do Banco do Brasil, a tampa da rede de eletricidade quebrou faz tempo?, aponta André Dionísio.