Cidades
Desperdício de água chega a 46%
Mais de 46% dos 13 milhões de metros cúbicos de água coletada e tratada mensalmente pela Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) não chegam ao destino final por causa de furtos, vazamentos e ligações clandestinas em todo o Estado, admite o engenheiro Clécio Falcão, presidente da empresa. ?As ligações clandestinas e o furto a partir da destruição de trechos de adutoras no interior do Estado explicam por que muito do que se produz não chega ao consumidor?, explica o engenheiro, para quem as ?perdas comerciais? também impõem grandes prejuízos à empresa estatal por causa do faturamento abaixo da expectativa. A média de desperdício nacional é de 36%. No Nordeste, é de 50%. Em Alagoas, portanto, desperdiça-se mais do que a média brasileira e um pouco menos do que se registra na região. ?O último levantamento do desperdício foi feito no segundo semestre de 2017. Anteriormente, a gente desperdiçava 50% do que se produzia?, explicou. Se não houvesse tamanho desperdício, haveria água potável nas torneiras de todos os alagoanos? Infelizmente, não, de acordo com a estatal. Qual o motivo? Os elevados custos para o transporte do líquido a residências fincadas em locais de difícil acesso, na capital ou no interior. ?Os gastos com energia são muito altos. Não há bombeamento de água sem energia elétrica?, justifica Clécio Falcão.