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Situação afeta saúde de populações ribeirinhas

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Segundo Cesar Pegoraro, educador ambiental do SOS Mata Atlântica, a qualidade de água regular é uma tendência na região desde o ciclo de monitoramento anterior, realizado em 2017. Apesar de não estarem entre a classificação péssima ou ruim, o órgão reforça, no relatório, a necessidade de alertar para a condição ambiental dessas microbacias hidrográficas. ?Os rios analisados estão junto à foz das principais sub-bacias de Alagoas, fazendo com que sua qualidade de água influencie na condição de balneabilidade, nos ambientes e ecossistemas costeiro e marinho, na pesca, na disponibilidade hídrica e na saúde das comunidades?, destaca o documento. O gerente de Laboratório do IMA, Manuel Messias, considera a análise como satisfatória, mas ele também ressalta ser preciso cuidado dos órgãos envolvidos direta ou indiretamente com a gestão da água doce em Alagoas. Na opinião dele, é preciso redobrar a atenção para que a situação não seja deteriorada, principalmente devido à quantidade de esgotos sanitários que são jogados diretamente nos rios. Uma situação que afeta, por exemplo, a saúde de populações ribeirinhas. ?Isso interfere bastante, inclusive na qualidade do que é pescado pela microbiota e principalmente pela carga orgânica que contempla a concentração elevada de coliformes?, aponta o gestor. ?Requer atenção o controle operacional das estações de tratamento de esgoto?, completa.

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