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Injúria racial é crescente em AL

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Ontem, em várias partes do mundo, foi comemorado o Dia Internacional contra a Discriminação Racial. Em Alagoas, chega a 8 o número de casos de injúria racial registrados em 2017 e início de 2018. Somente este ano, duas queixas de discriminação contra terreiros de candomblé foram formuladas na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). No ano passado, foram denunciados três episódios de discriminação racial e uma ação violenta contra uma mãe de santo, além de três travestis negras assassinadas. Enquanto a injúria racial consiste em ofender a honra de alguém, valendo--se de elementos referentes à raça, cor, etnia, religião ou origem, o crime de racismo atinge uma coletividade indeterminada de indivíduos, discriminando toda a integralidade de uma raça. Ao contrário da injúria racial, o crime de racismo é inafiançável e imprescritível. A OAB em Alagoas tem recebido os casos de crimes de discriminação racial, sejam eles da religiosidade afro-brasileira, negros e negras, homossexuais, travestis, e feito o acompanhamento à delegacia de polícia para confecção do Boletim de Ocorrência e, por fim, a representação criminal para casos dessa natureza. Segundo o presidente da Comissão de Defesa da Promoção da Igualdade Social, Alberto Jorge (Betinho), a Ordem dos Advogados tem se reunido com entidades no sentido de avaliar cada questão, cada caso que acontece, para fortalecer as entidades na luta contra a discriminação racial. ?Nós temos operacionalizado, temos dado palestras em escolas particulares e públicas (municipal e estadual), alertando para essa nossa luta contra a discriminação racial que ainda opera no Brasil, especialmente no Estado de Alagoas. Esse tem sido nosso trabalho todos esses anos na comissão?, disse. * Sob supervisão da editoria de Cidades

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