Cidades
Balanças de peixe têm problemas estruturais
Famosas pela diversidade de pescados frescos, pontos estratégicos, preços mais acessíveis e tradição, as bancas de peixes (popularmente conhecidas como balanças), localizadas na orla de Maceió, são destino certo para quem quer adquirir produtos típicos da região, especialmente nesta época do ano, onde a pedida para a Semana Santa são os produtos vindos do mar e das lagoas. No entanto, embora diariamente frequentadas por dezenas de consumidores, as três barracas ? posicionadas nos bairros de Jaraguá, Pajuçara e Ponta Verde ? enfrentam alguns problemas estruturais. Os vivenciados pelos comerciantes da barraca da Ponta Verde é o maior deles: o teto, feito de palha, está desgastado e, em vários pontos, as falhas já formam grandes buracos. Para Adenaide, que trabalha com camarão, sururu e maçunim há 25 anos no local, a situação é de sofrimento. ?A luta é grande, principalmente quando cai a chuva. Ficamos aqui dentro segurando guarda-chuva e tentando proteger os produtos do jeito que dá, já que a água que cai vem com tudo o que não presta lá de cima, como urina de gato, rato, além de outras coisas. No sol não é menos pior, já que os produtos devem permanecer frescos e não podem ficar na quentura. Fora isso, cai de tudo aqui. Já caiu pena de pombo, até escorpião e outros insetos?, lamenta Adenaide. Segundo os cinco comerciantes do local, essa situação já vem desde 2013 e, desde então, eles pedem uma solução à Colônia de Pescadores, órgão responsável pela manutenção das balanças. ?O ideal é que esse teto fosse feito com telhas mesmo ou então que as palhas fossem trocadas de cinco e cinco anos, mas isso ainda não aconteceu. Pagamos uma taxa regularmente justamente pra manutenção, mas nada é feito?, reclama.