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Estudo revela falta de acesso a tratamento

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São Paulo ? A taxa de mortalidade por câncer de fígado no Brasil é elevada. Entre 2011 e 2015, 44.541 pessoas morreram, no País, com carcinoma hepatocelular (CHC), como é conhecida a doença. Os dados estão no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM). Levantamento do Ministério da Saúde mostra que, somente em 2016, Alagoas teve 143 óbitos em decorrência do câncer de fígado, segundo dados preliminares do SIM. No mesmo ano, em todo o Brasil, foram 9.752 mortes. Já o Datasus traz outro número que preocupa: entre julho de 2014 e junho de 2015, 5.487 brasileiros foram diagnosticados com o mal. Os números nacionais estão na análise ?Carcinoma Hepatocelular: Barreiras ao Acesso, Diagnóstico e Tratamento no Cenário Brasileiro Atual?, patrocinada pela Bayer. A multinacional reuniu jornalistas e representantes da comunidade científica na última sexta--feira, 23, em São Paulo, para apresentar um panorama sobre o CHC. Trata-se do terceiro tipo de câncer que mais mata no mundo, com 700 mil casos ao ano. A pesquisa indica a urgência de se formular políticas públicas ? sejam de prevenção, conscientização e tratamento ? para reduzir a taxa de mortalidade. Conforme o trabalho, aproximadamente 90% dos pacientes diagnosticados com carcinoma hepatocelular são de zonas urbanas, o que sugere dificuldade de acesso ao diagnóstico pela população das áreas rurais. Esses números, úteis para a formulação de políticas públicas, já existiam, pois os médicos são obrigados a preencher um formulário e enviar ao MS quando fazem um diagnóstico. Mas não haviam sido sistematizados e analisados a fundo.

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