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Sem campanhas educativas, diagnóstico costuma ser tardio

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São Paulo ? Faltam campanhas de prevenção ao câncer de fígado, nos moldes das que são feitas para o de mama, por exemplo. O diagnóstico costuma ser tardio em quase 62% dos casos, quando só se pode aplicar tratamentos paliativos para minimizar o sofrimento dos pacientes. Outros 10% são diagnosticados em estágio inicial e 12% na fase intermediária, o que amplia as chances de sobrevida dos pacientes. Mais da metade das descobertas são acidentais e ocorrem, na maioria das vezes, durante exames de ultrassonografia. Os dados foram apresentados, durante o encontro em São Paulo, pelo professor Flair Carrilho, chefe da disciplina de Gastroenterologia e Hepatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Ele ressalta que o rastreamento é essencial para salvar vidas. ?É importante que as pessoas diagnosticadas com as doenças-base façam uma radiografia a cada seis meses, pois elas podem virar um câncer. E quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maiores são as chances de cura?. Outros fatores, como a gordura no fígado e as hepatites virais ? associadas a um estilo de vida promíscuo e ao uso de drogas ?, também são alvo de preconceito, levando as pessoas a se isolarem ao invés de procurarem tratamento, alertaram os especialistas convidados pela Bayer.

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