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Pastoral reduz mortalidade infantil em 50% nos munic�pios

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ANA MÁRCIA O trabalho da Pastoral da Criança conseguiu reduzir, nos municípios alagoanos onde atua, 50,8% da mortalidade infantil: enquanto morriam 59 crianças até um ano da idade, entre mil nascimentos, a instituição foi decisiva para o resultado de 29 óbitos entre cada grupo de mil crianças nascidas vivas. Segundo a coordenadora da Pastoral em Alagoas, Ivone Torres (foto), o Estado é o que tem o maior número de acompanhamento de gestantes na região Nordeste, reduzindo significativamente a morte neonatal, que é a principal causa de mortes em todo o País. Em números absolutos, ela é responsável por 37,05% das mortes de crianças no Brasil. Além do acompanhamento às gestantes, houve melhoria no cadastramento das crianças e um maior acompanhamento das líderes, em relação às ações básicas de saúde. A maior preocupação deve ser, segundo Ivone, com as crianças que nascem com baixo peso entre mães pobres, pois estas dificilmente conseguem sobreviver. A Pastoral está presente em 62 municípios alagoanos, mas pretende ampliar esta cobertura para mais 30 municípios, até o mês de dezembro, e intensificar o trabalho entre as famílias das áreas onde vem atuando. ?Hoje, em Alagoas, temos 2.500 líderes voluntárias, residentes na própria comunidade, e 12 profissionais, mas necessitamos de mais voluntários, parcerias e transporte, uma das grandes dificuldades para se chegar aos municípios?, disse Ivone Torres, ao ressaltar que o trabalho dá certo e a meta é alcançar os 102 municípios do Estado. A Pastoral da Criança trabalha com a sensibilização da sociedade e tem enfrentado dificuldades para aceitar o programa Fome Zero, da forma com vem sendo colocado, a exemplo da distribuição de cestas básicas. ?Nós atuamos com a descoberta de talentos e com pequenos programas de geração de renda, mas sentimos que alguns programas governamentais como o Bolsa-Alimentação acabam por viciar as pessoas, inibindo o desenvolvimento de seus potenciais?, acredita Ivone. Por causa desta visão, Ivone Torres diz que a entidade tem sentido dificuldade em aceitar uma doação da Nestlé de um milhão de alimentos, com parte destinada a Alagoas, em função do mapa da desnutrição no Estado. ?Como iremos oferecer Nescau, Farinha Láctea e Leite Ninho, quando trabalhamos no incentivo ao aleitamento materno até os seis meses de vida??, indaga.

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