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Moradores do Pinheiro temem perder imóveis

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O secretário-adjunto da Defesa Civil Municipal, Dinário Lemos, disse, ontem, que uma comissão de especialistas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) deve chegar a Maceió na próxima semana para analisar in loco as rachaduras e afundamento de chão nas localidades Jardim Acácia e Conjunto Divaldo Suruagy, no bairro do Pinheiro. Em março último, com as chuvas que caíram por quase uma madrugada e um tremor de terra registrado pela tarde no dia 3, trechos de vias e imóveis nas localidades citadas apresentaram diversas rachaduras. ?Uma equipe daquela universidade já está analisando os relatórios que fizemos, e nos orientando sobre o monitoramento da área atingida?, informa Dinário, revelando que os técnicos trarão os equipamentos necessários para uma análise mais aprofundada. O secretário-adjunto disse ainda que os especialista da UFRN foram sugeridos pelos técnicos da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), ligada ao Serviço Geológico Nacional, que estiveram em Maceió fazendo os primeiros levantamentos da situação. Enquanto isso, vereadores de Maceió devem votar, hoje, proposta para que a Câmara Municipal realize uma audiência pública para discutir os problemas que estão ocorrendo no Pinheiro. Se a proposta for aprovada, afirma o vereador Francisco Sales (PPL), o Legislativo deve realizar uma sessão itinerante naquela localidade, cujos moradores sofrem os danos provocados pelas rachaduras e afundamento do chão. No último sábado, 7, os vereadores Francisco Sales, Silvânio Barbosa (PMDB) e Tereza Nelma (PSDB) se reuniram com moradores, que cobram apoio da Câmara Municipal para enfrentar a situação. Desde março, eles convivem com o medo e a desvalorização de suas casas e apartamentos. ?Nossa situação é grave, mas é um problema que não depende só de nós. Temos que contar com o apoio do poder público?, afirmou Marcos Tenório, autônomo que mora no bloco 12 A, do Jardim Acácia, há mais de 20 anos.

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