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Prefeitura remunera catadores

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Aos 41 anos de idade, mais da metade deles trabalhando nessa atividade, a presidente da Cooperativa de Recicladores de Lixo Urbano de Maceió (Cooplum), Maria José da Silva, está otimista. Com um contrato fechado com a Prefeitura de Maceió, a cooperativa está organizada, garantindo emprego e renda para 23 famílias. Localizada no bairro de Jacarecica, numa área do antigo lixão, a Cooplum é uma das quatros cooperativas de reciclagem que fazem a coleta seletiva na capital. A vantagem desse novo momento é que a receita já está assegurada, ou seja, ao final de cada mês, os cooperados recebem salário fixo, pago com a receita advinda do contrato com o município. Além de Jacarecica, a Cooplum é responsável pela coleta do lixo reciclado nos bairros de Cruz das Almas, Mangabeiras, Jatiúca e Ponta Verde (até a Avenida Sandoval Arroxelas). Os catadores são todos funcionários celetistas, e é essa a diferença em relação ao passado, quando a Cooplum quase fechou. ?Problemas diversos, inclusive má gestão, quase acabaram com nossa cooperativa. Passamos por maus pedaços?, afirma Maria José, que passou um longo tempo afastada dos colegas. Até que, há nove anos, foi chamada a juntar-se aos que se dispuseram a resgatar o projeto cooperativista. Mas a fase boa começou mesmo em maio do ano passado, quando a Cooplum assinou contrato com o município para ser parte do projeto de coleta seletiva que hoje atende a 9 bairros da capital, beneficiando 18 mil famílias. O projeto é pioneiro, pela forma de contratação. As cooperativas recebem pelo número de residências atendidas, o que rende, em média, a cada uma delas, cerca de R$ 40 mil. ?A diferença, hoje, é que temos direitos trabalhistas assegurados, e recebemos o salário mínimo. Nos igualamos a todos os demais trabalhadores?, ressalta Maria José da Silva. Para ajudar na gestão, a Cooplum conta com a orientação de um contador, disponibilizado pelo Sebrae, que é parceiro na iniciativa, e do Ministério Público do Trabalho, que orienta sobre o uso dos equipamentos de proteção individual e as leis trabalhistas. A presidente da Cooplum lembra que, no passado, os catadores mal conseguiam renda mensal de R$ 300. Direitos, como carteira assinada, férias e outros, sequer eram pensados. Com o modelo de contrato adotado pela prefeitura, a situação mudou, criando a perspectiva de avanço para os catadores.

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