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Fiscalização prende donos de avícolas

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Vísceras espalhadas, aves sem origem certa, falta de higiene. Essas foram alguns dos problemas encontrados em uma fiscalização realizada ontem (16) em avícolas situadas na Avenida Cleto Campelo, a principal do bairro do Jacintinho, em Maceió. A situação encontrada pela Secretaria Municipal de Segurança Comunitária e Convívio Social (Semscs) levou à detenção dos proprietários de dois estabelecimentos. No primeiro local, a Avícola São Bento, os fiscais encontraram aves sem documentação e acondicionadas de maneira irregular. ?As aves podem, inclusive, conter doenças que podem ser transmitidas para as pessoas. Estamos trazendo veterinárias da Vigilância Sanitária ficaram horrorizadas com o que viram?, explicou o secretário da Sesmscs, coronel Ivon Berto. Lá também funcionava um abatedouro clandestino e as equipes também viram um cachorro andando entre as aves. O material foi recolhido e o dono, Adeilton Araújo Silva, foi preso em flagrante e levado para a Delegacia do Meio Ambiente, no bairro do Fernão Velho. Ele foi enquadrado por crime ambiental que coloca em risco a saúde da população e o estabelecimento foi lacrado, sem previsão de ser reaberto. Na avícola, fiscais encontraram recipientes com vísceras e sangue espalhado, correndo pelo meio-fio e gerando mau cheiro. A princípio, Adeilton informou que a proprietária seria a esposa dele, mas, ainda assim, foi detido. Ele ressaltou que todas as carnes possuíam nota fiscal e negou qualquer irregularidade no lugar, que possui 12 funcionários. ?O que meus funcionários vão fazer, inclusive eu, que vivo disso aqui? Minhas aves tinham origem, mostrei a nota fiscal para a moça da vigilância, mas ela não quis saber. Só falou que meu produto está contaminado. Ela deve ter alguma visão de raio-x para saber disso, porque não foi feito nenhum testem nenhum exame. Já acionei meus advogados e vamos ver o que vai ser feito. Vou procurar meus direitos?. Ele reclamou da ação. ?Não sei o que dizer. Acho que existe a mão que educa e a mão que bate. Aqui só tem a mão que bate. Ninguém nunca veio aqui nos dizer as normas para nos adequarmos. Já procurei a vigilância e me mandaram para a Adeal; lá também disseram que não era com eles. A gente fica no jogo de empurra-empurra e depois chega o secretário e manda fechar as portas?, apontou.

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