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Assistentes sociais v�o �s urnas na ter�a-feira

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FÁTIMA ALMEIDA O Sindicato dos Assistentes Sociais realiza eleição para renovação de sua diretoria na próxima terça-feira, dia 15. E ao contrário do que raramente se vê na história recente do movimento sindical, e nunca se viu na história da entidade, duas chapas disputam o pleito. Uma, ?Fazendo Nossa História?, encabeçada por Débora Matos, ex-presidenta da entidade, tendo Vera Lúcia França, da Secretaria Municipal de Saúde, como secretária. A outra ?Tempos de Esperança?, encabeçada por Ana Tojal, membro da Federação Nacional dos Assistentes Sociais, com a professora da Ufal, Nádia Rodrigues, como secretária. Até pouco tempo os dois grupos militavam juntos na mesma formação da atual diretoria. Os motivos internos do racha, só os ativistas da categoria sabem. Os externos são ditos pelas próprias candidatas: ?É salutar, mostra que o sindicato está vivo, a ponto de ser disputado por duas chapas. O que ele precisa é ser oxigenado. Tem pessoas que estão lá há 15 anos?, diz Ana Tojal. ?É preciso renovar, mas sem alijar do processo aqueles que mantêm o espírito de luta. O Sindicato tem uma história construída por diversos personagens. Precisamos levá-la adiante, respeitando a história de quem ajudou a construí-la?, rebate Débora Matos. O grupo encabeçado por ela defende, entre outras coisas, a formação de um banco de dados visando à implantação de políticas de melhor inserção do assistente social no mercado de trabalho; maior representação nas instâncias de controle social; implantação do sindicato itinerante nas regiões do interior; intensificação das relações com as entidades da categoria (Cress, Departamento de Serviço Social e Diretório Acadêmico); o fortalecimento da luta em defesa do PL que estabelece piso salarial nacional; inserção do assistente social nas equipes do PSF; investimento nas ações de ampliação do quadro sindical e ampliação das atividades de formação político-sindical da categoria. O grupo encabeçado por Ana Tojal promete trabalhar sobre três eixos básicos: as lutas salariais e por condições de trabalho; valorização e qualificação profissional; mobilização e organização da categoria. Ela cita a necessidade de maior visibilização da categoria, para que a sociedade tenha consciência sobre seu papel; o fortalecimento do profissional e da empregabilidade explorando mercados potenciais; e a articulação da interrelação com outras profissões e entre os próprios assistentes sociais, os que atuam nos centros urbanos, no interior, nos organismos governamentais, na universidade e em todos os espaços de trabalho. Seu programa também promete lutar pelo piso salarial nacional e pela inclusão do assistente social nas equipes do PSF. A eleição será no horário das 8 às 18h, com urnas na sede do Sindicato e outras itinerantes, nos principais locais de trabalho.

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