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Maceió é 74ª em saneamento básico

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A posição de Maceió no Ranking 2018 do Saneamento Básico ? 100 Maiores Cidades do Brasil poderá ser modificada em breve. A avaliação é do presidente da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), engenheiro Clécio Falcão, explicando que os percentuais revelados não refletem a realidade atual do abastecimento e do saneamento na capital. Um levantamento do Instituto Trata Brasil, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) interessada nos avanços do saneamento básico e na proteção dos recursos hídricos do País, apontou Maceió na 74ª posição no ranking do saneamento entre as 100 cidades com os melhores indicadores nesse setor. A capital alagoana aparece ainda entre as cidades que mais desperdiçam água potável. O instituto esclarece que os indicadores de água e esgoto são baseados em dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), divulgados anualmente pelo Ministério das Cidades, produzido com informações fornecidas pelas empresas de abastecimento e saneamento. Os dados consultados para o relatório 2018 são de 2016. ?As empresas ainda têm muitas dúvidas sobre a forma de preenchimento das estatísticas do SNIS. Em 2015, quando assumimos a direção da Casal, percebemos que as informações de Alagoas estavam cheias de incorreções e inconsistências. Uma delas é confundir perdas físicas com perda aparente. São dois dados diferentes, que estavam sendo informados ao sistema de forma equivocada?, explica o diretor, avaliando que essa talvez seja a razão da posição de Maceió no ranking 2018. O relatório mostra que, em 2016, a Casal registrou 59,93% de perdas, percentual maior que o ano anterior (58,64%). O diretor- -presidente afirma que esse número não corresponde à realidade do sistema de abastecimento de Maceió. ?A perda física, que ocorre quando a água é desperdiçada, não chega a 30%?, afirma Clécio Falcão. Ele explica que o percentual divulgado pelo Instituto Trata Brasil pode ter considerado os números de Alagoas antes da correção feita pela Casal. Como exemplo, citou o equívoco de informar como perda a água de lavagem de filtros. ?Essa água, que é usada para limpar filtros em todo o sistema de tratamento da Casal, é posteriormente desprezada. Ela não pode ser considerada perda. Mas era dessa forma que a informação entrava no sistema?, esclarece. Clécio Falcão acredita que a posição da capital alagoana no ranking será outra quando forem analisados os dados de 2017, período em que todas as informações foram devidamente corrigidas. Clécio Falcão disse ainda que a perda aparente, aquela de natureza comercial, ou seja, quando a empresa fornece a água e não consegue cobrar, chega a 70% na capital.

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