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V�timas de erro m�dico podem ter associa��o em AL

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BLEINE OLIVEIRA A advogada Célia Destri, presidenta da Associação das Vítimas de Erros Médicos do Rio de Janeiro, proferiu palestra, em Maceió, abordando de forma técnica como deve agir uma pessoa que tenha sido vítima de erro médico. Ela própria perdeu um rim, após cirurgia mal feita para retirada de um cisto no ovário, e, a partir dessa traumática experiência, decidiu mobilizar outras vítimas que se uniram criando uma entidade de proteção coletiva. A associação do Rio é a primeira do País, e, a partir da ação dela, surgiram entidades similares em Brasília, São Paulo, Goiás, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. ?Se como advogada senti dificuldade para cobrar judicialmente a responsabilidade, imaginei o sofrimento de pessoas leigas? - disse Célia Destri, explicando por que decidiu dedicar-se à proteção das vítimas de erro médico. Ela veio a Maceió convidada por Silvana Chamusca, para discutir com profissionais e populares quais os caminhos para a criação de uma entidade no Estado. A iniciativa teve o apoio do Procon, pois o erro médico é também considerado dano ao consumidor. Para enfrentar a longa batalha que é a ação contra um médico ou hospital, a vítima pode buscar argumentos no Código de Defesa do Consumidor. Se não tiver recursos, deve recorrer à Defensoria Pública. ?Mas, nunca ignorar o fato ou desistir da ação? - aconselha Célia Destri. Outro conselho da advogada é que o paciente ou seus familiares tenham em mãos uma cópia do prontuário. Se lhe for negado pelo hospital, deve recorrer judicialmente, pois o acesso ao documento é um direito assegurado a qualquer paciente. Embora ressalte que não tem números sobre a realidade no País, Célia Destri afirma que os danos provocados por erro médico são alarmantes. ?Os erros continuam ocorrendo, atingindo, principalmente, as mulheres durante o parto? - revela. No Rio de Janeiro, 40% dos casos que chegam à associação se referem a partos mal feitos em que morrem a parturiente ou o bebê, ou deixam seqüelas, como paralisia cerebral no recém-nascido. Para a advogada, a população continua sendo vítima de erro médico em conseqüência da baixa qualidade profissional. Na avaliação de Célia Destri, o Brasil tem uma formação profissional deficiente ?onde alunos fingem que estudam e professores fingem que ensinam?.

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