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Inadimpl�ncia na Ceal chega a R$ 123 milh�es

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ANA MÁRCIA A inadimplência acumulada junto à Companhia Energética de Alagoas (Ceal) passou de R$ 95 milhões, em 2001, para R$ 123 milhões, em 2002, segundo dados do balanço financeiro da companhia. Na avaliação do diretor-financeiro da Ceal, Henrique Mello, o crescimento da inadimplência deve-se ao aumento de ações judiciais de grandes consumidores, que proíbem à empresa de fazer o corte no fornecimento de energia elétrica. O setor industrial, por exemplo, deve R$ 22,8 milhões, segundo revela o balanço de 2002. O setor rural, que também inclui indústrias, tem uma dívida de R$ 12,6 milhões; o poder público deve R$ 5,6 milhões e a Companhia de Abastecimento de Águia e Saneamento de Alagoas (Casal), R$ 4,2 milhões; de iluminação pública a inadimplência chega a R$ 4,2 milhões; e o serviço público, que contempla as concessionárias de serviços públicos, devem R$ 7,1 milhões. As prefeituras alagoanas tinham uma dívida, de acordo com o balanço, de R$ 6,6 milhões, que subiu para R$ 7,2 milhões, em fevereiro, conforme dados repassados pelo diretor-financeiro da Ceal. ?Só a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf) deve R$ 8,7 milhões, por força de liminares de uma briga jurídica desta empresa com a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), mas a Ceal compra a energia da Chesf, distribui à Codesvaf e não recebe?, ressalta Henrique Mello. O índice de inadimplência geral é de 8%, enquanto as perdas de energia elétrica comprada, mas não faturada, chega a 26%. O agravante, segundo Henrique, é o fato de a Ceal ser obrigada a pagar impostos de toda a energia comprada à Chesf, assim como das perdas ocorridas e da inadimplência, gerando prejuízos. /// Companhia amarga prejuízo de R$ 26,8 mi A Companhia Energética de Alagoas fechou o balanço do exercício 2002 com um prejuízo de R$ 26,8 milhões, mas, segundo informações de sua diretoria administrativa e financeira, houve elevada recuperação em comparação a 2001, quando o prejuízo final foi equivalente a R$ 55,1 milhões. O aspecto mais significativo, porém, de acordo com o superintendente da Ceal, Pedro Alcântara, foi o resultado do serviço operacional da companhia: que gerou um lucro de R$ 5,3 milhões. ?O resultado do serviço operacional decorre da compra e venda de energia elétrica e de todos os seus encargos e despesas para manter a operacionalização da Ceal e este foi positivo, mas a empresa não é só isso, tem dívidas contraídas anteriormente e investimentos que foram feitos, gerando no balanço final um prejuízo, que foi bastante reduzido em 2002, se comprado ao exercício anterior?, explicou Pedro Alcântara. Na sua opinião, um dos fatos mais importantes foi este lucro de 5,3 milhões, resultante do serviço operacional que, em 2001, resultou num prejuízo equivalente a R$ 39,3 milhões. O diretor financeiro da Ceal, Henrique Mello, ressalta que esta melhoria obtida ocorreu mesmo dentro de um quadro adverso, sobretudo de expressiva retração no consumo de energia elétrica: 4,4% inferior a registrada em 1998. Em relação às despesas operacionais, houve uma adequação de gestão, tendo sido reduzidas em 16% em relação ao exercício anterior. Os itens mais reduzidos foram: energia elétrica comprada para revenda, com redução de 21%, uma vez que em 2002, a Ceal não precisou recorrer à compra de energia de curto prazo; e provisões para devedores duvidosos e contingências que apresentaram redução de 65%. Apresentaram crescimento as despesas com pessoal, com um aumento de 9%; serviços de terceiros (26%) e encargos de uso do sistema de transmissão (18%). (A. M.)

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