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Geólogos dão início a pesquisas

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Sob o olhar curioso de moradores do bairro do Pinheiro, em Maceió, e acompanhados por técnicos da Defesa Civil Municipal, estudiosos da Universidade Federal do Rio Grande Norte (UFRN) estiveram no local, ontem, para iniciar as análises que explicarão um fenômeno que há meses intriga os maceioenses: a causa das fissuras nas ruas da localidade, onde as paredes de imóveis vêm rachando e a população foi surpreendida por um tremor de terra em março. Pelo menos ontem, a curiosidade se transformou em frustração. A primeira inspeção in loco, realizada pelos potiguares nas proximidades do residencial Divaldo Suruagy, foi apenas uma visita de reconhecimento. Um dos técnicos afirmou que é necessário utilizar um radar de penetração no solo, denominado georradar, para que as respostas sobre o que está acontecendo comecem a surgir. A ideia também é apontar soluções para o bairro. Nesta manhã, os pesquisadores da UFRN se reúnem na Defesa Civil Municipal e, depois, retornam ao local para iniciar as investigações com o uso da tecnologia, conforme recomendação da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia, que tem as atribuições de Serviço Geológico do Brasil. ?É cedo para fazer alguma afirmação. É preciso que se faça uma análise criteriosa, levando em consideração todas as hipóteses, para se dar uma resposta consistente?, afirmou a assessoria de Comunicação da Defesa Civil de Maceió. Ainda não se fala de prazo para a entrega do laudo. Ouvido pelo portal Gazetaweb, o doutor em Geologia Sedimentar Francisco Pinheiro, que lidera a equipe que veio a Alagoas, explicou que, nos próximos dias, a equipe vai realizar diversas diligências com o objetivo de esclarecer o fenômeno. As rachaduras ? algumas com dez metros de profundidade ? surgiram após as chuvas registradas em fevereiro último e o problema se agravou após tremor de terra de 2.5 graus na escala Richter que ocorreu no início do mês de março.

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