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Médico alagoano escolheu lutar

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O médico Hemerson Casado ? portador da ELA e fundador de entidade referência quando se fala sobre a doença ? detalha que não existe estatística correta das doenças raras no Brasil e que o País não possui dados estatísticos confiáveis. Ele conta que começou a ter os primeiros sinais e sintomas em março de 2012, mas só confirmou o diagnóstico em agosto do mesmo ano. ?O primeiro desafio é a absorção da notícia. Você se sente sozinho num enorme buraco negro, onde não adianta gritar, que ninguém vai te ouvir, e, se ouvir, não vai te alcançar. O segundo desafio é contar para a sua esposa, filhos, mãe, irmãos, amigos, colegas de profissão e pacientes. Eu resolvi fazer de uma forma pública. Usei o Facebook. Anunciei, para que todos lessem, que eu tinha uma doença imparável e degenerativa, que em poucos anos eu estaria inválido e morreria?. Seis anos se passaram e o médico diz: ?Estou vivíssimo e trabalhando incansavelmente por todos aqueles que sofrem com a indiferença da sociedade e do Estado. O terceiro desafio foi tentar entender por que a doença era incurável e intratável. Eu procurei ajuda no Brasil e, como não encontrei nada de novo que pudesse proporcionar uma esperança, fui atrás de novas fronteiras. Viajei para várias partes do mundo, tentando achar algo, mas também tentando trazer para o Brasil, para que outros pacientes pudessem ter uma esperança?. * Sob supervisão da editoria de Cidades

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