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Estado tem mais de 30 pacientes com ELA

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Vidas aprisionadas em corpos paralisados. Sente, ama, pensa. Mas não caminha, não corre, não abraça, não consegue tocar o outro. Os portadores de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) travam uma luta quase desigual contra a degeneração rápida dos neurônios motores. Desvendá-la é um desafio para a medicina e ainda uma sentença de sofrimento progressivo para quem descobriu a doença rara. Alagoas registra mais de trinta casos da patologia, mas o número de pacientes pode chegar a noventa. Sem notificação compulsória, os números não são exatos. Há apenas uma estimativa de pessoas que estão, neste momento, enfrentando as dores e o isolamento dessa doença de que pouco se sabe. A Gazeta de Alagoas inicia neste fim de semana uma reportagem especial sobre o tema. Nesta edição, vamos contar a história de pacientes que foram diagnosticados com a esclerose, que amedronta cada vez mais e afeta pelo menos 15 mil pessoas no Brasil, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), com base em estudos feitos por neurologistas. ATAQUE SILENCIOSO Primeiro a voz começou a falhar, depois uma fraqueza inexplicável levou Maria Aparecida a cair na rua. Isso foi há sete anos. Buscou ajuda para entender o que estava acontecendo e ouviu que teve um derrame cerebral. Passou mal de novo e, no Hospital Geral do Estado (HGE), uma médica disse que ela deveria buscar um neurologista imediatamente. O diagnóstico confirmou Esclerose Lateral Amiotrófica, doença que passou a tratar há apenas dois anos. Maria Aparecida tem 40 anos e sempre trabalhou como diarista. A descoberta da esclerose transformou uma vida que era ativa resumida a uma cama e vários internamentos. Apesar de ?presa? a uma cama, sem movimentos e quase sem falar, mantém um sorriso que enche de esperança as filhas de 15 e 20 anos, Larissa e Laís, que cuidam da mãe. Ela recebe cuidados diários de uma técnica em enfermagem e de uma fisioterapeuta. *Sob supervisão da editoria de Cidades

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