Cidades
Peritos suspendem atividades
Os peritos oficiais de Alagoas deflagraram, ontem pela manhã, paralisação de 48 horas para pressionar o governo de Alagoas por melhorias salariais e ainda pela nomeação de servidores aprovados em concurso público. Durante a manifestação, só devem atender a 30% das ocorrências para as quais forem acionados. A paralisação, prevista para continuar durante o dia de hoje, deve, portanto, implicar na suspensão de 70% dos serviços sob competência da Perícia Oficial do Estado, dentre os quais a coleta de provas em cenas de crimes de homicídio e ainda os exames de necropsia no Instituto Médico Legal (IML) de Maceió e Arapiraca. Os exames laboratoriais também não serão realizados com rapidez enquanto o movimento persistir. Ontem, os peritos oficiais protestaram em frente à sede da Perícia Oficial, no centro de Maceió, ocasião em que ratificaram a intenção de só cumprir 30% das atividades que surgirem durante estas 48 horas. No sábado, por exemplo, os peritos foram acionados para atuar na coleta de dados em três crimes, mas só se deslocaram para a segunda ocorrência com a chegada dos que atuaram na primeira. Os peritos cobram a realização de concurso público, baseando-se em recomendação da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo a qual, deveria haver 500 profissionais na perícia e no IML de Alagoas. Ao portal Gazetaweb o perito Wellington Melo afirmou, ontem cedo, que há cadastro de reserva com peritos criminais, médicos-legistas, papiloscopistas e técnicos forenses.