Cidades
Ainda faltam dados precisos sobre casos de ELA em Alagoas
É preciso reagir ao desafio e ao sofrimento impostos pela Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). O início para essa luta é o funcionamento de um laboratório para estudar a doença, que deve começar a funcionar no fim deste ano na Universidade Federal de Alagoas (Ufal). O pesquisador e professor da Ufal Marcelo Duzzioni conversou com a Gazeta de Alagoas em relação aos avanços nas pesquisas sobre a ELA. Afirma que não há dados precisos sobre a quantidade de pessoas com a doença e que os estudos baseiam-se em estimativas. ?Não temos um dado preciso de quantas pessoas têm a ELA, o que a gente tem é uma estimativa, uma ideia por causa do atendimento dos pacientes. Trabalha-se com hipótese que é doença rara, de quatro a sete casos a cada cem mil habitantes. Isso é mundial, isso é o que define uma doença rara?, afirma. Para mapear a situação em Alagoas, é preciso a realização de um estudo epidemiológico, embora a estimativa aponte para mais de 30 casos, chegando a 90. ?Em Alagoas, a gente não tem dados precisos, porque não há estudo epidemiológico. O que se sabe é de algumas avaliações indiretas, porque hoje o Ministério da Saúde adota uma medicação, que é o Riluzol. Então, a partir desse medicamento, pode-se ter uma estimativa. Dada essa notoriedade que a doença teve nesses últimos anos, tem chamado muito a atenção. Então a gente ouve casos, ouve notícias de pessoas?, explica Marcelo Duzzioni.