Cidades
Ufal terá laboratório para estudar a doença
A concepção da pesquisa da Ufal sobre a ELA começou há pouco mais de um ano, estimulada pela Associação Dr. Hemerson Casado Gama. ?A gente foi estimulado pela própria associação a buscar uma alternativa, buscar meio de investigar essa doença. Embora tenha vários laboratórios no mundo inteiro, a gente carece aqui na região Nordeste e no País. Precisa de mais pesquisas, mais investimentos nessas áreas para avançar e encontrar algo para esses pacientes. Aí veio essa demanda para a Ufal (através do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde)?, lembra Marcelo Duzzioni. O pesquisador acrescenta que um grupo de professores se sensibilizou e passou trabalhar a temática. ?Começou a fazer projetos, começou a enviar esses projetos para a agência de fomento, e aí, numa dessas, o projeto foi contemplado para a construção de um laboratório que estuda especificamente a ELA?. Segundo Marcelo, a ideia principal é trabalhar com células-tronco, que é algo inovador no Estado. ?Ninguém até hoje trabalhou com isso. Então a gente vai trabalhar com células-tronco de pacientes portadores de ELA. A gente vai pegar essas células, a gente vai diferenciar e transformar num neurônio motor, que é afetado na esclerose lateral amiotrófica. Durante esse processo de diferenciação, esse neurônio tende a sofrer algumas alterações, e a gente vai investigar isso?, explica. *Sob supervisão