Cidades
Familiares penam pela liberação de corpos no IML
Além de encarar a dor por perder um parente de forma trágica ou violenta, familiares enfrentavam, nessa quarta-feira, 25, há mais de 48 horas uma peregrinação em busca da liberação de corpos no Instituto Médico Legal (IML) de Maceió. Com a decretação da Operação Padrão por parte de legistas e peritos criminais desde segunda- -feira, 23, os familiares não têm ideia de quando vão conseguir sepultar seus parentes. De acordo com Maria Aparecida dos Santos, de 34 anos, o irmão dela sofreu um acidente em trecho da BR-104 na cidade de Murici na manhã dessa terça-feira, 24, e, mais de 24 horas depois, ela continuava no IML aguardando a liberação do corpo. Ele foi atropelado por um caminhão enquanto trafegava pela estrada federal. ?Estou aqui desde ontem à tarde e eles [servidores] não se entendem sobre o atendimento, porque uma hora falam que vai ser liberado tal hora, já outra dizem que não vai ser mais. Enquanto isso, o nosso sofrimento vai aumentando, ficando sem resposta. O cemitério não vai aceitar enterrá-lo hoje e vamos ter que adiar pra amanhã, se for liberado. Não sabemos mais o que fazer?, expôs Aparecida. Uma mulher, que pediu para não ser identificada pela reportagem, contou que estava na sede do IML desde a última segunda- -feira à noite esperando a liberação do corpo do filho dela, que foi assassinado a tiros. ?Estou aqui desde segunda, mas até agora ele não foi liberado e não sabemos quando isso vai acontecer. É um absurdo eu não ter o direito de enterrar meu filho?, lamentou ela.