Cidades
Espaços públicos são maltratados
Maceió tem hoje mais de 300 praças, parques, áreas de convivência e corredores para atender a mais de 1 milhão (1.029.129) de habitantes, conforme censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar do aumento de 50% de espaços públicos em relação à gestão municipal anterior, a maioria está com os equipamentos destruídos, os acervos e monumentos históricos, danificados, as placas de identificação foram roubadas, as mudas de plantas ornamentais e de espécies da Mata Atlântica são constantemente roubadas ou destruídas pelos envolvidos com o vandalismo ambiental. Os prejuízos chegam a R$ 4 milhões, avaliam os técnicos da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Sustentável (Semds). Além da destruição física, as ações de vandalismo incluem também os prejuízos das pichações em vários pontos da cidade e espaços de pontes e viadutos e a depredação de equipamentos públicos para a prática esportiva e dos parques infantis. Sem dinheiro suficiente para manter essas áreas públicas preservadas, a prefeitura é forçada a fazer o que pode, e tenta uma parceria público-privada. O objetivo é estimular a iniciativa privada a adotar os logradouros. As praças que ficam em áreas centrais, frequentadas por trabalhadores, estudantes e turistas, representam a imagem negativa da cidade que aposta no turismo como alternativa de desenvolvimento econômico e social. Parcialmente abandonados, alguns logradouros servem como ponto de prostituição, de tráfico de drogas, para ponto de comércio de ambulantes, espaços de acampamentos de movimentos sociais, de dormitórios e de banheiro público. CAOS A Praça dos Martírios, onde ficam o Museu Palácio Floriano Peixoto ? prédio imponente de arquitetura do século 17 que abrigou a antiga sede do governo ? e a igreja com o mesmo nome da praça e de azulejos portugueses, permanece carente de manutenção. A fonte luminosa teve a fiação roubada e precisa ser reformada. No entorno da praça, há imóveis com mais de 200 anos, como o da Intendência Municipal, dilapidado por usuários de drogas. A praça, à noite, serve como dormitório de moradores de rua, ponto de tráfico, de prostituição e nada lembra a importância turística do local, lamentou a professora Juvelina dos Santos Silva, que diariamente passa por ali. ?Em qualquer hora do dia, faz medo passar por aqui. É um horror!?, lamentou a professora, ao defender assistência social para os moradores de rua, recuperação da praça e mais segurança pública na área.