Cidades
Preferências congelam fila de adoção
Maio é celebrado como o mês da adoção no Brasil. Atualmente, em Maceió, cerca de 30 crianças e adolescentes estão aptos e aguardam por adoção nas sete entidades de acolhimento espalhadas pela capital. Os indivíduos que desejam adotar uma criança ou adolescente precisam preencher o cadastro nacional de adoção na 28ª Vara Cível da Capital da Infância e da Juventude. O cadastro também é necessário para integrar o programa de apadrinhamento desses jovens. Há 10 anos, o Lar de Amparo a Crianças para Adoção (Laca) funciona como entidade de acolhimento independente em Maceió. A organização se mantém com doações e possui a capacidade para resguardar 15 crianças dos 0 aos 6 anos, informou Cleópatra de Melo, sócia-fundadora da Laca. Atualmente, o lar acolhe 13 crianças, e durante seu tempo de funcionamento foram recebidos 188 pequenos. A maioria deles, assegurou Cleópatra, conseguiu um lar adotivo, enquanto a menor parcela retornou para os cuidados da família biológica. ?Na maioria dos casos, as crianças do lar ficam aqui por seis meses, em média. Mas depende do processo no juizado?, explicou. Entre a faixa etária de crianças que o lar acolhe, apenas as crianças maiorias relevam seus desejos em ingressar numa família para os funcionários e voluntários do local. ?Temos uma criança de seis anos, ela é a mais velha das crianças que estão aqui no momento, e ela já chegou a pedir a gente para ser adotada, já chegou a pedir para voltar a morar com a mãe, mas ela fala essas coisas porque já tem uma noção maior do que as crianças menores. Sem contar que ela vê as crianças sendo adotadas e ela passa a querer isso para ela?, contou. Na última semana, quatro crianças saíram do lar e foram para as casas adotivas, afirmou. Quando elas estavam no local, o lar contava com duas crianças a mais do que a média de acolhimentos. * Sob supervisão da editoria de Cidades