Cidades
Lançamento de lixo domiciliar em córregos agrava situação
Djaci de Oliveira, dona de mercadinho edificado no leito do Rio Jacarecica, em bairro homônimo, é outra ?vítima? do esgoto em que o manancial se transformou graças à ação dos moradores da região. ?Todas as residências da redondeza lançam água, fezes, dejetos dentro do rio. Essa é a verdade?, afirmou a comerciante. Alguns dias atrás, surpreendeu-se com mais um alagamento. ?Choveu demais e a água ficou represada?, explicou, referindo-se a um problema antigo, porém potencializado por recente obra de duplicação da AL-101 Norte. ?Veja só a barreira lá na frente da rua. A água não passa?, aponta . O vizinho Cledson Bandeira de Melo, motorista, confirma o sofrimento em dias de muita chuva. A Gazeta atendeu ao seu convite e visitou a casa da irmã dele. O imóvel também foi feito sobre o leito do rio. ?Na última chuvarada, registramos mais de metro de água dentro de casa. Um aperreio só?, recordou. Djaci e Cledson, agentes da poluição lançada ao Rio Jacarecica, encaram com agonia o fedor e a própria sujeira, quando esta invade seus imóveis. ?Os maiores prejudicados são as crianças. Meus sobrinhos adoeceram muito por causa do fedor e da sujeira?, alerta Cledson Bandeira, para quem a questão só será resolvida com a remoção das casas no leito do rio.