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Peritos e legistas decidem na sexta sobre greve geral

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Nesta sexta-feira, 11, os peritos criminais e os médicos-legistas vão se reunir em assembleia, e um dos itens da pauta de discussão é o planejamento de uma greve geral. Reivindicando a reposição de perdas salariais, que, segundo as entidades da categoria, chegam a 42%, eles revelam a disposição de intensificar a operação-padrão, que já fez acumular 30 corpos somente nas geladeiras do Instituto Médico Legal Estácio de Lima, em Maceió, e retarda a liberação de laudos para certidões de óbito. O que os profissionais da Perícia Oficial querem, afirmam suas lideranças, é valorização como categoria de segurança pública. A exemplo dos oficiais da Polícia Militar de Alagoas (PM/AL), peritos e legistas reivindicam o mesmo reajuste concedido pelo governo aos delegados da Polícia Civil. ?Estamos negociando desde o início do governo, sem nenhum avanço que nos favoreça?, diz o presidente da Associação dos Médicos-Legistas de Alagoas, Avelar de Holanda Barbosa Júnior. Segundo Avelar, além da não implantação de índices inflacionários por mais de três anos, o governo deve aos peritos e legistas a perda salarial causada pelo fim da insalubridade de 30% que recebiam. ?Esse percentual foi substituído por um fixo de 6,4%, representando uma perda de 23,6%?, acrescenta o presidente do Sindicato dos Peritos Oficiais, Wellington Pinto, confirmando a disposição da categoria de voltar a suspender as atividades, garantindo apenas os 30% previstos na Lei de Greve. Os profissionais reivindicam ainda a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), que entregaram ao governo em janeiro deste ano, e concurso público para todas as classes de servidores da Perícia Oficial. ?O governo está concluindo as novas instalações do IML/Maceió, que é 10 vezes maior que o atual. Mas a Perícia não pode atender à demanda de 2 milhões de habitantes?, disse Avelar Barbosa, esclarecendo que esse é o número somado de habitantes da capital e de outros 11 municípios.

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