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Nascentes preservadas abastecem comunidade

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Marluce, a guardiã das nascentes, sabe que, quando se trata de meio ambiente, as ações tomadas hoje somente darão resultados bem mais adiante, por vezes após anos de empenho e dedicação à proteção da natureza. Mas, no caso dela, já colhe os frutos em seu dia a dia, ao ver as dezenas de fontes preservadas e servindo como exemplo para as futuras gerações, que ela faz questão de ter como aliada. São inúmeras, as vezes em que conduziu turmas de estudantes para o replantio em áreas da região, onde hoje brotam nascentes e que antes haviam secado em função da ação desastrosa do homem no meio ambiente. Educação ambiental faz parte da cartilha de aprendizado e ensinamento da ambientalista. No caso das nascentes que abastecem a comunidade onde vive, nem mesmo a negação do antigo dono da área e a desconfiança da atual proprietária fizeram com que ela desistisse de sair em defesa do ambiente. A natureza exuberante consegue provocar, em qualquer pessoa que esteja no local, a sensação de que se encontra de fato em meio a uma mata nativa, embora o espaço esteja a poucos metros da área urbana da vila. ?Quem vem visitar as nascentes fica surpreendido com tanta beleza. Mas, para isso, além de constantes ações para o reflorestamento, tive que convencer a atual proprietária de que é melhor mantê-lo intacto a destinar ao uso para o lazer?, pontua a ambientalista. Com a causa que adotou ganhando repercussão, Marluce Magalhães conseguiu apoio de outros defensores da natureza para a ativação do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Piauí, criado em 2006, mas que se encontrava desativado até o ano passado. Outra conquista foi fazer com que a área das nascentes de Bananeiras passasse a ser fiscalizada pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF).

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