Cidades
Índice de mortalidade infantil cai 12,27% em quatro anos no Estado
A redução da mortalidade infantil ainda é um desafio que só pode ser vencido com investimentos na saúde da gestante e da criança. Com essa avaliação, a coordenadora do Núcleo da Saúde para a 1ª Infância, da Secretaria de Estado de Saúde (Sesau), enfermeira Alessandra Viana Rolim, destaca os avanços em Alagoas, que registrou redução de 56% no período de 2000 a 2017. Nos últimos quatro anos (2014/2017), ressaltou a coordenadora, a tendência de queda nos índices de mortalidade de crianças alagoana de 0 a 28 dias de vida foi mantida, com redução de 12,27% nesse período. ?Embora não tão acentuada quanto no início da década, nosso coeficiente continua em queda?, assegura Alessandra Rolim, que é mestra em Epidemiologia. Os números da Sesau mostram índice de 2,6% de 2014 a 2015, subindo para 4,8% de 2015 a 2016. ?Nesse período tivemos grandes investimentos no componente neonatal, o mais sensível para definir os índices de mortalidade infantil?, afirmou ela. Já entre 2016 e 2017, o índice foi de 4,2%. A coordenadora do Núcleo de Saúde para a 1ª Infância afirma que é importante considerar que, hoje, a morte da mãe ou do recém-nascido já não é vista como uma fatalidade, como ocorria há algumas décadas. Atualmente, investe-se em políticas de qualidade da saúde das gestantes, de modo a assegurar que as mortes sejam cada vez mais reduzidas. Nesse sentido, Alessandra aponta os investimentos para que as futuras mães tenham um pré-natal de qualidade, fazendo todos os exames necessários à preservação de sua saúde e do bebê; e o parto humanizado, onde a mãe e o bebê recebem assistência adequada em 25 casas e centro de parto disponibilizados pela rede pública estadual.