Cidades
Associações devem tirar fábricas da ilegalidade
Até 2015, Alagoas produzia fogos de artifício em fábricas clandestinas localizadas em Murici, Branquinha, União dos Palmares, São José da Laje e Ibateguara. Os acidentes que ocorriam anualmente chamavam a atenção das autoridades, sobretudo do Exército, que mantém controle rigoroso do material explosivo. As fábricas não tinham registro nem cadastro para trabalhar com pólvora. A partir de 2010, as autoridades da segurança pública perceberam crescimento dos ataques a bancos com explosivo. Isso motivou o governo federal a endurecer a fiscalização. A fabricação de fogos passou a ser permitida em indústrias regularizadas e a maioria delas concentrada em Minas Gerais. Cinco anos depois, as fábricas de Alagoas foram lacradas. Para voltar a produzir fogos de artifício, os fabricantes teriam que cumprir exigências rígidas de segurança. Como a maioria é pequeno produtor artesanal, não teve como permanecer nesse mercado. ?Para voltar a produzir em Murici, tivemos que nos organizar em associação. Eu orientei o pessoal de Ibateguara a criar uma associação por lá e seguirem as normas dos órgãos fiscalizadores e do Exército. Em Murici, a questão já está resolvida, e nós só fabricamos estalo de salão?, disse Plínio Batista, ao assegurar que ?o Estado não produz mais fogos de artifício?. A criação do Núcleo Industrial de Estalo de Salão de Murici, além de aumentar a produção, promete gerar receita para o Estado, município e oferecer mil empregos diretos, acredita Plínio. ?O núcleo já deveria estar pronto. O dinheiro chegou, mas houve um pequeno problema e a prefeitura está fazendo nova licitação. Em breve, o núcleo funcionará?, acredita.