Cidades
Alto risco eleva valor do seguro de motos
Doze horas da manhã do dia 26 de julho de 2016, terça-feira. Alexsandro Silva é motoboy, entrega quentinhas pela cidade. Para o trabalho dele, estava no horário de pico. Tem que correr e manobrar para entregar o almoço de todo mundo em tempo hábil. Equilibra-se na moto, organiza rapidinho as marmitas dentro do baú e segue. Em meio à correria, é surpreendido por um carro que, segundo ele, fez uma conversão errada e lhe acertou em cheio. Alexsandro foi arremessado metros à frente, a moto se espatifou e as quentinhas se espalharam pelo asfalto. Estirado bem no meio da Avenida Comendador Leão, em frente à Maternidade Santa Mônica, ele gritava de dor. O rápido acidente lhe causou uma fratura exposta na perna esquerda. Nesses dois anos em que está afastado do trabalho, já foi operado quatro vezes e ficou 40 dias internado no Hospital Geral do Estado. ?Fiz a primeira cirurgia quando entrei no HGE, depois tive necrose, fiz plástica, passei um ano com ferros na perna. Depois, foi outra cirurgia para tirar os ferros, coloquei gesso, depois a definitiva, coloquei haste?, resume a peregrinação. Segundo o motoboy, o motorista que causou o acidente tinha seguro e pagou o valor da moto dele, que não prestou para nada após a colisão. O condutor custeia até hoje os medicamentos e fisioterapia que Alexsandro faz. Mesmo com toda assistência, ele lamenta que ficará com a perna deformada. Atualmente, recebe auxílio-doença do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), enquanto faz fisioterapia para se recuperar. Questionado sobre voltar a pilotar moto, Alexsandro é rápido e enfático: ?Deus me livre, nunca mais?, disse ele, que solicitou o seguro DPVAT. * Sob supervisão da editoria de Cidades