loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Alagoas importa fogos de artifício

Ouvir
Compartilhar

O comércio de fogos de artifício antecipa as vendas no interior e na capital do Estado. Boa parte dos fogos comercializados aqui vem da China, Minais Gerais e de Caruaru (PE). Além revender produtos industrializados, os comerciantes do Agreste de Pernambuco comercializam, também, fogos artesanais de fábricas clandestinas de vários estados nordestinos. Depois de vários acidentes com vítimas, as fabriquetas de Alagoas foram lacradas por determinação das fiscalizações federal e estadual. Alguns fogueteiros que trabalhavam clandestinamente em São José da Laje, Ibateguara, União dos Palmares e outras regiões da Zona da Mata de Alagoas migraram para o Agreste pernambucano, onde tem produção clandestina que dribla a fiscalização federal. Os serviços de Inteligência do Exército, Ministério do Trabalho, polícias Rodoviária Federal e Civil, Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil mantêm os municípios alagoanos monitorados, revelou uma fonte federal. A fiscalização e o controle do comércio de produtos como fogos e estalo de salão são feitos pelo Corpo de Bombeiros. ?Por enquanto, não existe nenhuma anormalidade. Em Alagoas, não tem produção de fogos de artifício. O Estado obedece à determinação do Exército, que controla a manipulação de produtos explosivos e mantém rígida fiscalização. Os Bombeiros normatizam e fiscalizam o comércio desses artigos juninos?, garante o subcomandante da corporação, coronel Paulo Marques. Desde abril de 2015, quando ocorreu o último acidente numa das fábricas clandestinas de Ibateguara, quando morreu Diógenes Jorge da Silva, de 32 anos, e um adolescente de 16 anos teve mais de 50% do corpo queimado, o Exército proibiu a utilização de produtos explosivos para a fabricação de fogos de artifício. A medida também tem o objetivo de evitar que assaltantes de bancos ataquem as fabriquetas a fim de conseguir pólvora e outros explosivos para cometer crimes. Diante da proibição, os fogueteiros alagoanos migraram para outras cidades do interior do Nordeste. A maioria ainda trabalha clandestinamente. Nas fabriquetas, a produção é artesanal e não há equipamentos de segurança. Tanto que, no dia 23 de mês passado, uma explosão numa das fábricas de fogos no município de Cupira, no Agreste de Pernambuco, matou dois alagoanos de Ibateguara: Cícero Luiz da Silva, 47, e Rosiberto Pedro da Silva, 25. Mais três pessoas ficaram feridas. Na mesma cidade, em 2015, ouve outro acidente semelhante.

Relacionadas