Cidades
Trabalhadores são abandonados na BA
Trinta e oito trabalhadores alagoanos estariam vivendo em situação análoga ao trabalho escravo na cidade de Porto Seguro, na Bahia. Todos vindos da cidade de Murici, interior de Alagoas, os trabalhadores saíram de sua terra em busca de emprego. Na cidade ao Sul da Bahia, eles iriam trabalhar na colheita de café, e por isso ganhariam R$ 100 por dia de trabalho. A promessa de emprego logo virou um pesadelo. Ao chegarem na cidade onde iriam trabalhar, eles se viram sem ter o que comer, nem onde dormir e em um imóvel em péssima situação, onde o banheiro era inutilizável. Além das péssimas condições de alojamento, falta de fornecimento de equipamentos de proteção e refeições precárias, outro fator importante negligenciado foram as garantias trabalhistas dos 38 trabalhadores. Os patrões não teriam assinado a carteira de trabalho, nem tocaram no assunto, segundo eles. O valor que seria pago pelo trabalho deles também era bem menor que o prometido. Esse valor, entretanto, não foi divulgado. Após diversas queixas e desentendimentos com o gerente da fazenda, os trabalhadores afirmaram que foram levados para Itabela, cidade baiana próxima de onde eles estavam, e deixados na rodoviária da cidade sem nenhum dinheiro para passagem e com fome. Diante dessa situação, os trabalhadores resolveram procurar a Assistência Social do município, que acionou o Ministério Público do Trabalho (MPT). Após relatar a situação aos auditores e procuradores, o grupo recebeu hospedagem e alimentação até que o caso fosse esclarecido. Os auditores e os procuradores do MPT que estiveram no local conseguiram recursos para que o grupo passasse a noite em uma pousada e a prefeitura se comprometeu a garantir a alimentação deles até que sejam esclarecidas as circunstâncias do fato relatado. Segundo a assessoria do MPT-BA, a prioridade dos agentes é prestar apoio aos trabalhadores envolvidos, bem como elucidar os fatos denunciados. * Sob supervisão da editoria de Cidades