Cidades
Doença de criança não impede adoção
A única exigência de Ayonã Lídia da Silva Cabral e Cristina Elias dos Santos para adotar era a possibilidade de acolher uma criança ?de quem pudessem cuidar com muito amor e que preenchesse o vazio no coração das duas?. Ao preencherem a ficha do Cadastro Nacional de Adoção (CNA), na 28ª vara Cível da Capital ? Infância e Juventude, unidade responsável pelos processos de adoção em Maceió, elas escolheram o perfil de zero a seis anos, sem restrição de sexo e podendo ter alguma doença. Oficializada a habilitação, entraram na fila e, oito meses depois, adotaram a pequena Mirella, quando ela tinha um ano e dois meses. ?A gente acha que foi rápido por conta do perfil que as outras pessoas escolhem. Muita gente quer uma criança saudável, bebê, menina branca. Esse não era o perfil da gente. O perfil da gente era bem aberto. A única restrição era a idade da criança, de até seis anos?, explicou Ayonã Lídia da Silva Cabral, de 24 anos. ?Conhecer a Mirella foi um sonho. Assim que a gente chegou lá, a menina trouxe a Mirella do berçário. Foi uma alegria. Dali em diante, a gente disse: essa daí é a nossa filha. Não sabia que ela tava tão perto de mim?, afirmou Cristina Elias dos Santos, 36 anos, companheira de Ayonã Lídia há três anos.