Cidades
Periquitos são dados como lembrancinhas
Periquitos engaiolados eram entregues como lembrancinha durante uma festa de aniversário de uma criança de três anos, deixando um dos convidados revoltado. Ele procurou a ONG Pata Voluntária, conhecida em Alagoas pela promoção de cuidados aos animais, e fez a denúncia. Os voluntários se dirigiram ao local e contam que foram recebidos com agressões físicas e verbais. Os membros da ONG dizem que foram empurrados durante a ação para salvar as aves. O caso foi registrado na noite da última terça-feira, 22, em um salão de festas localizado na Avenida Rotary, em Maceió. Os periquitos estavam distribuídos em dezenas de gaiolas pequenas, servindo como enfeites das mesas, e estavam há horas sem água e comida. Após a festa, os pássaros foram levados para casa pelos convidados, sem que estes tenham dado garantia de que iriam criá-los, situação que gera desconfiança em relação ao bem-estar dos animais. Ao receberem a denúncia, as voluntárias da ONG (três mulheres) ligaram para a presidente da Comissão de Bem-Estar Animal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AL), Rosana Jambo, que alegou não poder estar presente durante a ação de resgate dos bichos. Porém, a comissão da OAB orientou as voluntárias para a ação, baseando-as com o artigo da lei que indica que aquele tipo de tratamento é considerado maus-tratos. Também foi pedido que toda a atividade fosse filmada. De acordo com uma das voluntárias ? que preferiu não ser identificada, por temer represálias ?, em todo o momento elas tiveram cautela para ficar apenas na frente do espaço da festa. ?A gente ficou longe da festa, até porque era uma festa de criança e a gente não queria invadir, tínhamos que respeitar isso?. Ela acrescenta que pediu ao segurança do local para chamar o responsável pela festa no intuito de terem uma conversa. ?O dono da festa foi conversar com a gente, só que ele foi com alguns amigos, então, eu expliquei que aquele tipo de situação se configurava em maus-tratos, da maneira mais discreta possível, já para evitar confusão. Ele entendeu, conversou tranquilamente com a gente, alegou que não tinha noção de que aquilo era maus-tratos. Então, perguntamos se era possível fazer o resgate dos animais e ele negou. Até porque muitos dos convidados já estavam saindo com as ?lembranças?, porque chegamos depois dos parabéns?, narrou a voluntária. * Sob supervisão da editoria de Cidades