Cidades
Desmatamento dispara em AL
O desmatamento de Mata Atlântica em Alagoas aumentou 2.243%, na comparação entre 2016 e 2017, mostra levantamento da Fundação SOS Mata Atlântica e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Entre 2015 e 2016, foram devastados 11 hectares em todo o Estado. No biênio seguinte, 259 hectares. A devastação 23 vezes superior ao período anterior, em terras alagoanas, contrasta com uma boa-nova em 17 estados onde o bioma existe: houve queda de 56,8% no índice de destruição, sempre na comparação entre 2015 e 2016. No último ano, foram destroçados 12.562 hectares ou 12km². Esse é o menor valor total de desmatamento da série histórica do monitoramento realizado pela Fundação SOS Mata Atlântica. Mais: sete estados beiram o desmatamento zero, com desflorestamento em torno de 100 hectares (100 km²). O Ceará e o Espírito Santo, com 5 hectares, são os estados com menor total de desmatamento no período. São Paulo (90 hectares) e Espírito Santo ganharam destaque pela maior redução do desmatamento em relação ao período anterior. Foram 87% e 99% de queda, respectivamente. Os demais estados no nível no nível do desmatamento zero foram: Mato Grosso do Sul (116 hectares), Paraíba (63 hectares), Rio de Janeiro (19 hectares) e Rio Grande do Norte (23 hectares), ainda de acordo com o levantamento. Os novos dados do Atlas da Mata Atlântica indicam que as ações de alguns estados para coibir o desmatamento ? como maior controle e fiscalização, autuação ao desmatamento ilegal e moratória para autorização de supressão de vegetação (caso de Minas Gerais) ? trazem resultados positivos. Por outro lado, as imagens de satélite disponíveis de períodos passados permitem observar que o desmatamento em alguns estados ? Sul da Bahia, Noroeste de Minas Gerais, Centro-Sul do Paraná e interior do Piauí ? ocorre no mesmo local nos últimos anos, com avanços da mancha de degradação.